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Impérios da Comunicação (Tim Wu) - Cap 04 de 21 - Ainda não chegou a hora dos filmes de longa-metragem

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Capítulo 04 - Ainda não chegou a hora dos filmes de longa-metragem

O Cinema estadunidense começou como um cartel formado pelos detentores das patentes de tudo que envolvia a produção e exibição dos filmes. Era necessário pagar uma licença de uso semanal e só poderiam ser exibidos filmes aprovados pelo truste Edison. Basicamente, curta-metragens dos EUA.

Como escreve o historiador Paul Starr: 'O Truste consistia quase totalmente em homens de negócio anglo-protestantes, e sua figura central, Thomas Edison, era uma lenda americana, enquanto os independentes eram quase todos judeus imigrantes socialmente marginalizados, sem apoio financeiro nem conexões políticas significativas'. (p. 87)

Em regra, filmes europeus ficavam de fora. Isso mudou quando três exibidores-produtores independentes se uniram. Para fugir dos processos por violações de patente, exibição de filmes não autorizados e não pagamento de taxas, se fixaram em Hollywood, que ficava próxima da fronteira com o México.

Ali nascia o que viria a ser uma grande indústria do Cinema, com três grandes estúdios: Paramount, Universal e Fox. Antes disso, o Cinema Europeu tinha uma indústria mais desenvolvida, com filmes mais longos e focados em grandes astros.

Mas a Primeira Guerra Mundial prejudica o Velho Continente, enquanto os EUA ascendia. Diferentemente do que ocorreu na Telefonia, os monopolistas não tinham um grande investidor como J. P. Morgan os apoiando e os Independentes apostaram em um modelo que se tornaria tendência (grandes astros e filmes de longa-metragem).

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