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Lendo
Alien (Alan Dean Foster)

Trata-se de uma novelização do filme de 1979. Na verdade, queria ler uma coleção de 3 volumes impressos que tenho aqui há um tempão (e que, confesso, comprei muito pela capa metalizada). Mas aí lembrei também deste e-book lançado pela editora Aleph que estava na fila. Como há muito não assisto o primeiro filme, resolvi começar por ele. Estou bem no início. Uma parte que chamou a atenção:
Uma ampla ponte de comando teria sido uma dispendiosa extravagância já que a tripulação passava a maior parte de seu tempo de voo imóvel nos congeladores. Foi concebida estritamente para o trabalho, não para descanso ou entretenimento. As pessoas que trabalhavam ali sabiam disso tanto quanto as máquinas.
De imediato, me fez lembrar do livro 2001‚ que traz uma observação que é o oposto disso, mas sobre uma base Lunar e não sobre a nave (CLARKE, Arthur C. 2001 Uma Odisseia no Espaço. Capítulo 10 - Base Clavius. Página 92:
Cada aposento era mobiliado de modo atraente e se parecia bastante com uma boa suíte de hotel, com sofá-cama, TV, um pequeno aparelho de som de alta fidelidade e um visofone. Além disso, por meio de um simples truque de decoração de interiores, a única parede lisa e inteiriça se convertia, apenas apertando um botão, numa convincente paisagem terrestre. Havia um menu de oito opções de vistas. (...) valia a pena gastar um pouco mais para manter a sua paz de espírito. Aquilo não era arte pela arte, mas arte pela sanidade.
P.S.: Que sensação boa resgatar essa citação do livro do Arthur C. Clarke! O livro é impresso, aquela edição da Aleph que é toda preta e pintura lateral na mesma cor para simular o Monolito. Porém, fiz a maioria das anotações em Notas digitais, no ano de 2014, ainda no Evernote. Como este app enshitificou, recentemente fiz uma conversão de todas as notas para Markdown, um formato "à prova de futuro". Como é legal fazer este resgate de coisas que anotei e escrevi há mais de uma década. Sobretudo, fazer uma releitura delas e do livro sob uma ótica atualizada, com maior bagagem.
Impérios da Comunicação (Tim Wu)

Não lembro de onde veio a indicação deste livro. Mas me interesso por obras que abordam as corporações de forma crítica. Peguei a edição impressa numa promoção e achei bom para fugir um pouco das telas e dos dispositivos digitais. Todavia, como estou lendo mais durante a noite e madrugada, no escuro ou com luz baixa, a falta de "iluminação própria" atrapalhou o meio de campo. E como ele tem notas de fim no lugar de notas de rodapé, é aquele vai e vem o tempo todo. Sinceramente, estou achando que para livros de não-ficção (suscetíveis a muitos grifos e anotações) é melhor ler no formato digital mesmo!
Lançada em 2011, a obra talvez faça um bom par com Enshittification (Cory Doctorow). Aliás, o autor Tim Wu é citado algumas vezes, mas não há menção a este livro específico. Logo de início, percebi algumas semelhanças como o ciclo das corporações, sua influência no Governo, monopólio etc.
O que mais me marcou até o momento foi o "efeito Cronos": empresas dominantes destruindo seus concorrentes (potenciais sucessores) ainda na "infância"; e também o ato de desabilitar ou neutralizar suas próprias invenções para não canibalizar seu negócio principal. Aqui, logo me vem a imagem do Cemitério do Google.
2026
2025
- Ensaios (Francis Bacon)
- Halo: Helljumper (David Nguyen) (HQ)
- O Código da Vinci - edição ilustrada (Dan Brown)
- Rambo: First Blood (David Morrell)
2024
- O Fim da Infância (Arthur C. Clarke)
- O mito de Sísifo (Albert Camus)
- Sobre a Imortalidade de Rui de Leão (Machado de Assis)
- O Oráculo da Noite (Sidarta Ribeiro)
- Um som de trovão (Ray Bradbury), conto presente em As Melhores Histórias de Viagens no Tempo.