Curadoria da Internet

Impérios da Comunicação (Tim Wu) - Cap 00 de 21 - Introdução

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[...] até as invenções mais surpreendentes costumam ser descobertas simultâneas de duas ou mais pessoas. Se isso é verdade, como a genialidade de um inventor pode ser singular? (p. 26)


Sobre o Diário de Leitura

É o resgate de um hábito que tinha há mais de uma década: ao final de cada sessão de leitura, escrever um resumo com minhas palavras, citações e comentários a respeito do que li.

À época, usava o app Evernote no PC; hoje, caderno de brochura e caneta Bic 4 cores. Em outra ocasião, comento mais a respeito deste retorno à escrita analógica. Aqui, deixarei a respectiva transcrição praticamente inalterada.

Este formato de postagem é uma forma de lidar com minha dificuldade em escrever resenhas, pois não tenho poder de síntese e acho mais fácil tratar capítulo a capítulo do que o livro por inteiro.

Também é uma forma de disponibilizar um resumo a quem tiver interesse na obra e não puder fazer a leitura integral num primeiro momento.

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Sobre o livro

Segundo o autor Tim Wu, "iluminar o passado para antecipar o futuro" é o objetivo de Impérios da Comunicação, publicado originalmente em 2010 sob o título The Rise and Fall of Information Empires. Dezesseis anos depois, temos a oportunidade de verificar se ele foi bem-sucedido em sua empreitada.

Previsões à parte, o livro conta com um bom compêndio sobre o surgimento e desenvolvimento de tecnologias que ditaram os rumos de diversos segmentos da Comunicação e da Arte. Acima de tudo, a obra discorre sobre monopólios.


Sinopse da Editora

A indústria da comunicação obedece a um implacável movimento cíclico: a cada inovação corresponde uma abertura, logo seguida pelo fechamento, representado por monopolização, controle e mesmo censura isso até que outra invenção venha forçar nova abertura, e assim sucessivamente.

Para provar essa ideia, o eminente professor e escritor norte-americano Tim Wu recupera a história das comunicações no século XX. Nesse livro fundamental, ele nos mostra como os grandes monopólios de telefonia, rádio, cinema, televisão e internet se constituíram, lançando mão de mirabolantes golpes comerciais e jurídicos, envolvendo inventores e altos executivos.

Somando considerações de ordem econômica a uma ampla reflexãos obre o significado da liberdade na era da informação, Impérios da comunicação lança uma desafiadora pergunta: estará a internet em parte ainda livre de monopólios e de regulamentação restritiva condenada a seguir o ciclo de abertura e fechamento das outras mídias?

Estrutura do Livro

Abaixo, um panorama de cada Parte e a lista com seus respectivos Capítulos.

PARTE I - A ascensão

Traça a gênese dos impérios culturais e de comunicações.

PARTE II - Sob o olho que tudo vê

Consolidação do império da informação, em geral apoiado pelo Estado.

PARTE III - Os rebeldes, os desafiadores e a queda

As formas pelas quais a força repressiva do monopólio da informação é rompida depois de décadas.

PARTE IV - Renascido sem alma

A indelével atração pelo tamanho e pela escala que originou leviatãs da informação na primeira metade do século disseminou uma nova geração na segunda metade.

PARTE V A internet contra todos

Nos leva até essa questão: será que a internet prenunciaria um reinado de abertura industrial sem fim, abolindo de vez o Ciclo? Ou será que, apesar de seu projeto radicalmente descentralizado, se tornaria, com o tempo, o próximo alvo lógico das insuperáveis forças do império da informação, objeto da mais pomposa das centralizações já realizadas? [eu conto ou vocês contam?]


Próximo post

O Diário de Leitura do Capítulo 1 - O criador destrutivo estará disponível aqui a partir do dia 16/09/2026.


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