Impérios da Comunicação (Tim Wu) - Cap 02 de 21 - Os sonhos do rádio

Este post faz parte do Diário de Leitura.
Capítulo 2 - Os sonhos de rádio
Trata principalmente da difusão, a capacidade do rádio de atingir grande público de modo simultâneo. Faz, no início, uma ponte com o capítulo anterior. Pois trata de uma locução esportiva, de uma luta de boxe entre Jack Dempsey e George Carpentier ocorrida em 1921. No lugar do microfone, J. Andrew White (que trabalhava para a Radio Corporation of America - RCA) segura um telefone cujo fio estava ligado ao transmissor de rádio que contava com uma antena de 200 metros.
Assim, além dos 90 mil espectadores do estádio, mais de 300 mil acompanharam o evento em salões de rádio em 60 cidades. A luta durou 4 assaltos; pouco depois, o equipamento explodiu. Mas a História já estava marcada. Cabe lembrar: a radiofusão já era praticada por amadores, como Julius Hopp que deu a ideia apoiada pela RCA.
O rádio foi a maior mídia aberta do século XX antes da chegada da internet. Para se ter uma ideia do seu rápido crescimento: 1921, havia 5 estações; em 1923, o número pulou para 525! E até 1924 mais de 2 milhões de aparelhos foram vendidos.
[...] podemos imaginar a maravilha que era simplesmente ligar o rádio sem saber direito o que se iria ouvir — e surfar no mundo indomado do dial. (p. 52)
Em 1916, amadores como Lee De Forest tocavam suas rádios, como a 2XG, do Bronx. O rádio era um hobby e o próprio De Forest o encorajava a ter um, elencando a comunicação sem fio como o mais interessante deles.
Em 1922, no Reino Unido, surge a British Broadcasting Company (BBC). Inicialmente privada, formada por uma cooperativa de fabricantes de rádio. Seu gerente-geral, John Reith, trazia um idealismo que marca até hoje a BBC. Acreditava que o rádio poderia ajudar no desenvolvimento da sociedade e a torná-la mais culta. Dentre os exemplos de conteúdo: música, aulas etc.
No início, a maioria das rádios eram regionais, muitas delas eram também fabricantes dos aparelhos. A BBC se diferenciou por ter uma programação mais cultural e educativa, mas também por seu alcance nacional. Em 1927, tornou-se uma corporação da Coroa Britânica, o que a poupava dos anunciantes; estes moldavam as rádios estadunidenses.
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